» CINEMA | colunas
Cinematrógrafo
Luz & Sombras
Mise en Scène
Respirando Cinema
Tela Grande
Programação
Festival do Rio 2008
Festival do Rio 2007
Notícias
» Acesse todas as críticas já publicadas... Clique [+]
» parcerias |
   
» especial | festival do rio 2008


:: :: :: : ÉRIKA LIPORACI : :: ::: :::: ::::: :::: ::: :: :
.: Acesse outros críticos .:
FILME: Sinédoque, Nova Iorque ORIGINAL: Synecdoche, New York PAÍS/ANO: EUA, 2007
DIRETOR: Charlie Kaufman DURAÇÃO: 124min
ELENCO: Philip Seymour Hoffman, Samantha Morton, Michelle Williams, Catherine Keener, Emily Watson, Dianne Wiest, Jennifer Jason Leigh NOTA: 5,0
Mostra Panorama

Sinédoque, Nova Iorque

O diretor teatral Caden Cotard perdeu completamente o rumo de sua vida. Sente-se deprimido, com problemas de saúde e ainda foi abandonado pela esposa, que viajou com a filha deles para fazer uma exposição em Berlim e nunca mais voltou. Ele se envolve com outras mulheres, como a bilheteira Hazel e a atriz Claire, mas todas as suas relações parecem confusas. É quando ele recebe uma subvenção para seu próximo trabalho e, pensando cada vez mais na morte, leva sua equipe para um velho armazém onde pretende realizar uma obra verdadeira e profunda sobre o sentido da vida e a mazelas do cotidiano. Exibido no Festival de Cannes 2008.

Eu adoro os roteiros de Charlie Kaufman. Quero ser John Malkovich, Adaptação e Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças são incríveis, sendo que o último alcança momentos sublimes e faz do filme um dos meus preferidos. Então claro que a expectativa para ver o que ele faria atrás das câmeras era imensa. O início do filme dá a impressão de que Kaufman, assim como a já comentada Madonna, resolvera pegar leve em seu primeiro filme. A história parecia – como dizer? – normal. Nada contra, achei até bem sensato.

Mas, passado algum tempo, o estilo Kaufman surge. Para ser mais exato, numa cena em que a personagem de Samantha Morton compra um casa que vem com um incêndio de brinde. Sim, um fogo que fica lá o tempo todo. Logo o dramaturgo vivido por Philip Seymour Hoffman faz as vezes de alter-ego do diretor, transformando sua nova peça no retrato de sua vida bagunçada e se colocando em sua própria história, num exercício metalinguístico já realizado com muita competência no roteiro de Adaptação. E parecia que o filme seguiria um rumo parecido, mostrando a ficção como tábua de salvação para a solidão e desespero da vida real do protagonista. O problema é que na segunda metade de Sinédoque, Nova Iorque Kaufman pesa demais a mão e acaba errando feio. Como já diziam os teóricos da comunicação, excesso de novidade é tão entediante quanto excesso de redundância.

Não há dúvida de que Charlie Kaufman tem uma imaginação privilegiada, mas talvez seu gênio delirante necessite de alguém que o puxe de volta à realidade e dê um mínimo de foco ao filme. Um diretor, no caso. Ou pode ser que ele apenas esteja deslumbrado com seu primeiro filme. De qualquer modo, é uma pena. A trama estava se desenvolvendo muito bem antes do diretor/roteirista soterrar as ótimas idéias iniciais debaixo de camadas e mais camadas de viagens loucas entre realidade e delírio numa segunda metade histérica e tão cheia de histórias dentro de histórias que tudo ficou parecendo uma imensa boneca russa.


Ir para todas as críticas do Festival | Voltar ao filme

FILME: Chris & Don – Uma História de Amor ORIGINAL: Chris & Don – A Love Story PAÍS/ANO: EUA, 2007
DIRETOR: Tina Mascara e Guido Santi DURAÇÃO: 90min
ELENCO: NOTA: 5,0
Mostra Mundo GAY

Chris & Don – Uma História de Amor

Documentário sobre o longo romance entre o escritor Christopher Isherwood e o pintor Don Bachardy, que tinha apenas 18 anos quando se apaixonou pelo intelectual de 49. Mesmo chocando a sociedade hollywoodiana dos anos 50, os dois assumiram publicamente o relacionamento e viveram juntos até a morte de Chris, em 1986. Isherwood é autor de Histórias de Berlim, livro que serviu de base para o musical Cabaret.

A história de Chris & Don seria bem mais interessante pela questão da quebra de convenções do que do ponto de vista romântico. O amor deles, além de chocar os conservadores por conta de ser uma relação homossexual, ainda tinha o tabu extra de envolver uma grande diferença de idade. O problema com o filme é que, uma vez estabelecidas essas bases, ele foca muito mais em problemas cotianos de uma relação do que no que esse casal libertário teria causado na sociedade de sua época. E aí fica um filme sobre a rotina doméstica, as briguinhas comuns a qualquer relacionamento, etc., intercalado por bonitas imagens dos trabalhos de Don e uma ou outra pincelada sobre a literatura de Chris. Enfim, passado o primeiro momento, o filme torna-se uma biografia que talvez não seja tão interessante para quem não conhece os artistas.

De original mesmo, tem a animação com o gatinho e o cavalo. Uma graça.


Ir para todas as críticas do Festival | Voltar ao filme

FILME: Sujos e Sábios ORIGINAL: Filth and Wisdom PAÍS/ANO: Reino Unido , 2008
DIRETORA: Madona DURAÇÃO: 81min
ELENCO: Eugene Hütz, Holly Weston, Vicky McClure NOTA: 7,5

Mostra Midnight Movies

SUJOS E SÁBIOS

A.K., Holly e Juliette são três jovens que dividem um apartamento em Londres. O ucraniano A. K. tem várias filosofias sobre a vida e planeja se tornar um astro do rock, mas ganha a vida bancando a dominatrix para um homem casado. Holly é bailarina clássica, mas o desemprego a faz aceitar a sugestão de A. K. para ganhar dinheiro como stripper. Juliette trabalha em uma farmácia e rouba medicamentos porque planeja levá-los para a África quando for trabalhar com as crianças necessitadas.

Em sua estréia atrás das câmeras, Madonna usou de bom senso e simplicidade, realizando uma agradável e típica comédia moderninha inglesa. O ritmo, inclusive, lembra o dos filmes de seu marido, Guy Ritchie. A diferença está no tema, não há canos fumegantes aqui; talvez apenas um pouco de jogos e trapaças.

O resultado é um filme bastante agradável de assistir, tendo como grande destaque o interessante ator ucraniano Eugene Hütz – figuraça já vista antes em Uma Vida Iluminada – cujo personagem é responsável pelo tal conceito que dá título ao filme sobre ser preciso mergulhar na sujeira para alcançar a sabedoria. Mas, apesar de Eugene dominar o longa do começo ao fim, o grande destaque vai para uma cena envolvendo a imagem de Britney Spears e uma música da própria Madonna. Hilário.

Madonna sempre foi muito criticada em suas tentativas na frente das câmeras. Na maioria das vezes, com razão. Outras, nem tanto (ela não estava mal como Evita Perón, o filme de Alan Parker é que era ruim). De qualquer maneira, a material girl mostrou que tem auto-crítica e partiu para outra. E, a julgar por esse primeiro filme, podemos dizer que a loura tem futuro na direção.


Ir para todas as críticas do Festival | Voltar ao filme

Páginas:
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 |

 
   
» + Canais | 2 Dedos de Prosa | Artes das Ruas | Caderno de Cultura | 1º Concurso Crônicas Cariocas 2008 | Cultura: agenda | Cultura: artes plásticas | Cultura: eventos | Cultura: meu clássico favorito | Cultura: show | Cultura: teatro | Cinema | Cinema Falado | Cinemão | Cinematógrafo | Luz & Sombras | Mise en Scène | Respirando Cinema | TelaGrande | Festival do Rio 2007 | Festival do Rio 2008 | Contos | Contos de Terror! | Convidado Especial | Copa 2014 | Cristo Redentor | CrônicasTur | Dicas de Moda | Dicas de Português | Editorial | Entrevistas | Esportes & Saúde | Exclusivo | HQ's & Fanzine | Infantil | Infantil| Infantil: english | Literatura | Meu Bairro | Música | Música & Voz - Tatiane Vidal | Oise - Joaquim Palmeira | Oise - Wilmar Silva | O Rio em P&B | Pan2007 | Poesias | Reportagens | RsRsRs | Crônicas Sociais | TvCB.