Guilherme
Piva fala do seu trabalho na TV
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Foto:
Claudia Laborne
Piva
e o cão Calvim |
O ator Guilherme
Piva, que vive atualmente o personagem Nirdo, o cabeleireiro
mais badalado da cidade de Piracicaba, na novela Pé
na Jaca, da rede Globo, concedeu entrevista exclusiva,
via e-mail, ao Crônicas Cariocas. O ator fala
de sua experiência no teatro e no cinema. Ele
conta como se prepara para compor seus personagens e
os desafios da profissão de ator. Guilherme comentou
sobre seu gosto pela natureza e o medo de viver no Rio
de Janeiro, a cidade mais bela do mundo. Confira a entrevista.
A ENTREVISTA:
Crônicas Cariocas
– Agronildo Ferreira
Sales, ou melhor, Nirdo, é o cabeleireiro mais
fashion de Piracicaba. Ele começou por baixo,
como calista no salão da tia, até montar
seu próprio salão e se tornar o mais requisitado
profissional da área. Guilherme, o que você
tem em comum com o Nirdo de Pé na Jaca?
Guilherme
Piva – Nada. Até por isso é
tão divertido fazê-lo. Tem muita coisa
de pessoas que conheço.
Crônicas Cariocas
- Como você acha que
vai terminar seu personagem na novela?
Guilherme
Piva – Nas altas rodas sociais e dando
em cima de todos.
Crônicas Cariocas
– Uma das cenas mais
hilárias de Pé na Jaca, é quando
Nirdo, Lance (Marcos Pasquim), Tadeu (Rodrigo Lombardi)
e Maria (Fernanda Lima) fingem ser Primo Cândido
(Ricardo Tozzi), Arthur Fortuna (Murilo Benício),
Ed (Carlos Bonow) e Vanessa Fortuna (Flávia Alessandra)
respectivamente. Como foi o clima dessa gravação?
Guilherme
Piva – Maravilhoso. Esse núcleo
é muito divertido e todos se admiram muito. Foi
risada do início ao fim.
Crônicas Cariocas
– Como era o Guilherme
Piva antes de se tornar ator ainda em Caxias do Sul?
Guilherme
Piva – Moleque. Fui morar em Brasília
com sete anos e lá fiz muitos amigos que moravam
na minha quadra. Adorava brincadeira de rua. Quando
adolescente, fui de new wave ao dark.
Crônicas Cariocas
– Você chegou a
cursar advocacia, não é isso? Pensava
em atuar na área?
Guilherme
Piva – Acho que não. Fiz mais por
causa do meu pai. Meu sonho mesmo era trabalhar em criação
de publicidade.
Crônicas Cariocas
– Quais os desafios e
os medos que teve que encarar para seguir a carreira
artística?
Guilherme
Piva – Muitos. Desde a inconstância
dessa carreira até a oposição da
família.
Crônicas Cariocas
– Só após
18 anos fazendo teatro, você teve sua primeira
participação na televisão, mais
precisamente na novela Xica da Silva (na antiga Rede
Manchete). Aliás, num papel significativo, que
o lançou como um grande ator da teledramaturgia
brasileira. Por que ficou tanto tempo para fazer televisão?
Guilherme
Piva – Porque não pintou convite.
Fazia e faço muito teatro. Essa foi a minha base
e não podia ter tido outra melhor. Teatro, sem
dúvida, é o grande exercício do
ator.
Crônicas Cariocas
– Quem o levou para TV?
Guilherme
Piva – Walter Avancini.
Crônicas Cariocas
– Você fez um personagem
belíssimo no filme Madame Satã, de Karim
Ainouz. Como foi a construção deste personagem?
Guilherme
Piva – Muito difícil. Fizemos muitos
ensaios e laboratórios. Só aceitei fazer
o filme porque estava muito bem cercado pelo Karim (diretor)
e pelo Lázaro. Profissionais que admiro muito.
Crônicas Cariocas
– Foi sua primeira experiência
no cinema?
Guilherme
Piva – Tinha feito um filme muitos anos
atrás. Considero esse minha primeira experiência
real no cinema.
Se
não fosse pela violência, o Rio seria a
cidade perfeita".
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Foto
O Globo
Guilherme
Piva |
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Crônicas Cariocas
– E esse seu gosto por
natureza?
Guilherme
Piva – A natureza perto, ainda mais misturada
no meio da cidade, como é o caso do Rio, me traz
tranqüilidade, harmonia e estimula a endorfina.
Se não fosse pela violência e pela desigualdade,
o Rio seria a cidade mais perfeita do mundo para se
morar.
Crônicas Cariocas
– Você tem feito
vários personagens cômicos na TV. O que
mais gosta de interpretar: papéis dramáticos
ou cômicos?
Guilherme
Piva - Gosto do personagem que me permite sair
de mim mesmo para criar outra pessoa. Geralmente esse
tipo de personagem vem com tintas muito fortes ou para
a comédia ou para o drama (quase trágico).
Crônicas Cariocas
– Como você constrói
seus personagens?
Guilherme
Piva – Com muito estudo. Vendo filmes e
observando as pessoas ao meu redor. Conto muito com
a intuição após ouvir o que o diretor
está pensando.
Crônicas Cariocas
– Qual personagem você
gostaria interpretar?
Guilherme
Piva – Vários. Iago é um
deles. Outro é o Wladimir, da peça “Como
é Cruel Viver Assim” que vou produzir esse
ano.
Crônicas Cariocas
- Quais seus planos para o
futuro?
Guilherme
Piva – Trabalhar muito ainda. Viajar sempre.
Pintar e praticar muito o budismo (religião a
qual me converti). |