O que há de errado com o homem?
Desde o princípio dos tempos o homem busca tirar proveitos dos mais fracos. Vantagem e lucro fácil têm sido uma constante na vida dos cidadãos. Quando um grupo começa a evocar pequenas mudanças, surgem várias maneiras de suplantar o bem-comum e sempre acaba com alguém se dando bem às custas dos outros. A tríplice guerra, fome e miséria acompanham a humanidade por milênios. Parece não haver saída. Estamos vivendo várias guerras, inclusive a mais cruel de todas: o disputado lugar ao sol.
De quem é a culpa senão do próprio homem?
Tudo isso é muito triste e frustrante, mas dificilmente chegaremos a uma solução se não tomarmos as rédeas de nossos destinos.
O mesmo homem que faz descobertas maravilhosas e tenta chegar mais próximo da sabedoria de Deus, também vacila ao cometer erros primários quando o assunto é o bem-estar do seu vizinho.
A violência ultrapassou o limite do razoável e atingiu seus maiores índices. Tirar a vida de alguém já não é mais um pecado capital. Não falta aos jornais manchetes com histórias de filho que mata pai ou pai que violenta filha. É lamentável. As mudanças ficam difíceis porque é mais fácil aceitar que tal comportamento é inerente apenas a um determinado grupo, menos favorável. Ou seja, vamos condenar a selvageria humana, mas se tiver que defender nosso quintal com violência, é isso e fim de papo.
Qualquer solução para mudar o sistema é pura utopia. Causa perdida. A solidariedade ainda é pouco praticada e o homem está condenado a viver para seu próprio umbigo. Não era pra ser assim. O tolo não e aquele que pratica a generosidade, pelo menos não deveria ser.
Vamos pensar que é possível criar um efeito evolutivo, contrário ao da violência, e causar mudanças saudáveis. O homem precisa aprender a se comportar melhor. E como o homem faria algo tão singular? A mudança começa quando cada um assumir o seu papel mais desafiador: mudar seu próprio eu. E quem sabe, daqui a dez mil anos, sejamos seres semelhantes a Deus. |